segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Novo juiz da comarca dá sua primeira entrevista


O Poder Judiciário de Monte Azul Paulista recebeu esta semana o juiz Ayman Ramadan, de apenas 31 anos de idade, que assumiu a titularidade desta comarca, que também representa o município de Paraíso. De família da vizinha cidade de Colina, o jovem magistrado sempre quis atuar no município, chegou a esperar por mais de três anos, até que surgiu a vaga e a esperada chance de ser o titular do Fórum Desembargador Octávio Stucchi. Na edição desta semana de A Comarca ele fala sobre sua carreira e suas expectativas para o cargo, que está à frente desde o dia 3 de novembro. Ramadan é formado pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, e é juiz desde 2.010.

A Comarca- Como surgiu a possibilidade de assumir o Poder Judiciário de Monte Azul Paulista?
Ayman Ramadan (AR)- “A relação que tenho com Monte Azul Paulista é das melhores, sou de Colina e sempre quis atuar aqui, por estar perto da família e por ser um bom município em vários aspectos. Esperei três anos e meio, mas a vaga não surgiu e, como não havia perspectiva ainda de assumir aqui, acabei assumindo o Fórum de José Bonifácio, isso há um ano atrás, e por obra do destino acabei então conseguindo ter a chance de assumir esta comarca. Fico feliz por este momento, porque sempre quis atuar nesta cidade, e hoje estou aqui com muita disposição para trabalhar e fazer com que o Judiciário local seja sempre fortalecido de novas ideias.”

AC- O senhor já estava sentenciando algumas ações aqui. Qual a primeira impressão que teve, em termos de ações?
AR- “Quando me inscrevi para vir para Monte Azul Paulista, como não havia um juiz fixo e quando viria assumir estaria com um acúmulo muito grande de serviços, eu então me disponibilizei ao Tribunal para auxiliar na aprovação de sentenças, e passei por aqui de maio até setembro, ajudando nas elaborações de sentenças, e acho que foi produtivo este primeiro contato. Esta comarca não foge muito das outras, na verdade não sentenciei processos criminais mas, sim, cíveis. Neste período sentenciei alguns casos como, por exemplo, a ação que envolveu a prefeita de Paraíso na época, entre outros. A primeira impressão que tive foi muito positiva e creio que os trabalhos aqui serão bem intensos e dedicados, pois a equipe de servidores aqui do Fórum é bem unida e determinada.”

AC- A estrutura e logística do Fórum é o ideal para o bom desempenho dos serviços do Judiciário?
AR- “Na verdade, a estrutura do Judiciário Paulista é um pouco defasada, pois o Estado sofre com a falta de funcionários e falta de estrutura, e na primeira conversa que tive com o diretor do Fórum, o Luiz, ele me disse que há um convênio com a Prefeitura para que quatro estagiários possam atuar aqui no Fórum, ajudando em vários serviços. Vamos aguardar a liberação desses estagiários. Quanto a outras melhorias em termos de troca de mobiliário e outras conquistas, vamos aguardar estas liberações para que possamos sempre deixar a estrutura do prédio que abriga o Fórum em condições satisfatórias de uso.”

AC- Como foi o primeiro contato que o senhor teve com o Dr. José Renato Nalini, hoje presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo?
AR- “Muito interessante esta passagem. Eu era juiz em Guariba e, em 2012 o doutor Nalini era corregedor do TJ e, então, ele fez uma correição em Guariba, e eu já tinha três anos e meio como juiz substituto, e então ele me questionou se eu não iria me promover. Então, eu disse a ele que estava esperando Monte Azul Paulista, aí vim saber que ele foi juiz aqui, inclusive com dois de seus filhos nascidos aqui em Monte Azul, e ele me disse que foi a primeira comarca dele e que ele tem um apreço muito especial pela cidade.”

AC- Qual o desafio de um juiz de direito para atuar em uma cidade do porte de Monte Azul Paulista?
AR- “Hoje, nós temos uma massificação das demandas judiciais, onde o Judiciário encontra um sério problema, que é a multiplicação exagerada de ações, e acho que o juiz hoje tem a dificuldade de se dedicar mais tempo em relação aos processos. O maior desafio hoje de um juiz é tentar conciliar a qualidade com a produtividade porque, se você passa a priorizar produtividade, que se espera do Judiciário, você peca na qualidade e o maior desafio é tentar compatibilizar as duas coisas.”

AC- Sucesso em seu trabalho aqui em Monte Azul Paulista.

AR- “Eu que agradeço a oportunidade de estar me dirigindo à população nesta primeira entrevista a vocês, da imprensa. Obrigado”, disse.

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