sexta-feira, 1 de junho de 2018

Memórias de "Tia Filhinha"


Gente da Nossa Terra (GNT) traz para os leitores e leitoras de A Comarca desta semana a série mensal “Memórias” com uma história que vai mexer com muitos monte-azulenses, na recordação e no emocional, afinal fomos pesquisar a vida desta pessoa com quem esteve muito próxima dela. Estamos falando da história de Maria Antonieta Marocelli, mais conhecida como dona “Filhinha”, e aqui relatada por sua sobrinha, a advogada Meive Cardoso, que nos detalhou fatos curiosos desta exímia costureira, que trabalhou até cerca de 40 anos atrás. “Foi uma época de ouro, diferente, e falar da minha querida tia ‘Filhinha’ me proporciona muita emoção. Ela era filha de Thomaz Marocelli e Philomena Pagnano Marocelli e viveu até os anos 90, dedicando sua vida à família e à formação dos seus irmãos Mário, Moacir, Maria de Lourdes e Milton. Com 14 anos perdeu a mãe e um dos irmãos e, com as dificuldades financeiras do pai, resolveu trabalhar com costura e cuidar da casa”.

AUTODIDATA
“Ela gostava muito de leitura, e era autodidata, estudos mesmo foram poucos, até descobrir o talento e amor pela costura. Quando começou já sabia que anos mais tarde poderia fazer algo para ajudar as pessoas a serem mais felizes. O auge da profissão deu a ela o glamour de costurar para muitas mulheres em Monte Azul Paulista, Bebedouro, Olímpia, Marcondésia e até São Paulo”.

DIRETORA E PRESIDENTE
“Naquela época era preciso criar algo para unir os amigos e a sociedade em torno da alegria e lazer. Foi quando então se tornou diretora do Monte Azul Tênis Clube e, posteriormente, presidente. No clube organizou bailes, programou todas as decorações de festas e dedicou a vida em prol da diversão e entretenimento. Na costura ainda realizou, nas dependências do clube, eventos como desfile de moda, incluindo desfile com as crianças da época, trouxe bandas e conjuntos famosos para o clube, como o Cassino de Sevilha, entre outros”.

AMIGO
“Com o amigo Dirceu Pizarro fez uma parceria que uniu a arte da costura com a pintura e as decorações de Natal, Carnaval e Bailes Caipiras eram cada vez mais sofisticados. Recordo as fantasias que eram bem criativas e cheias de luxo e glamour. Teve um evento no clube, tipo de uma peça de teatro, que chamava ‘O Sonho da Martinha’, com participação de crianças, e isso marcou muito para todos que curtiam aquele momento”.

PÁSCOA
“Na Páscoa ela criava situações que eram uma delícia, como fazer uma árvore e colocar bombons e chocolates em torno dela e chamar as crianças para curtir o momento e a data. Foi assim durante sua vida, fumou muito e dedicou sua vida para a família, irmãos e amigos. Não se casou e me lembro de uma vez que, em uma das fantasias, ela usou um pano roxo de uma funerária para vestir o Ângelo Carminati Júnior como toureiro e ficou lindo. Tudo assim, com muitas ideias e dedicação. Dona Lizetti (Carminatti) teve um vestido de noiva lindo, entre outras mulheres que fizeram parte desta historia. Quero agradecer em nome da família esta homenagem criada na coluna GNT de A Comarca falando um pouco da nossa eterna ‘Dona Filhinha’. Muito obrigado”, disse Meive Cardoso, sobrinha da homenageada.


Turma escolar em 1928.
Baile com o "Cassino de Sevilha" em 1954 no Tenis CLube de Monte Azul Paulista.
Ornamentação de Carnaval no Tenis Clube com pintura de Dirceu Pizarro.
Fantasias infantis criadas por Tia Filhinha Marocelli.
O vestido de noiva de Lizetti Carminatti e roupa em desfile vestida por Cacilda Cester Arroyo: criações de Tia Filhinha.
Baile caipira com criações de Tia Filhinha Marocelli.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Monte Azul Paulista tem manutenção deficiente



Praça Capitão Domingos Cione (Jardim dos Passarinhos) atualmente.

 A Comarca tem recebido nas últimas semanas diversas reclamações sobre a manutenção de praças, avenidas, ruas, recolhimento de material verde e sobre edifícios públicos da prefeitura em Monte Azul Paulista, além da falta de produtos de reposição na área de transporte, máquinas, equipamentos e até em escolas, creches e outras repartições públicas. Nas praças, por exemplo, como podemos ver há várias semanas na coluna Fala Comunidade, moradores reclamam das quebras de bancos e falta de cuidados com o gramado e plantas. Assim, fomos conferir o que se passa e tentamos obter respostas da Prefeitura. A atual administração municipal (que está em seu segundo mandato) demonstrou desde o início grande força de vontade em melhorar o meio ambiente, com o plantio de muitas árvores, mantendo um viveiro de mudas para isso, e além disso criou inúmeras praças para o lazer das comunidades, fazendo inclusive reformas e um parque ecológico excepcional. Assim, é impossível não elogiar essas iniciativas. 
Infelizmente, com o passar do tempo notamos que os moradores tem razão em reclamar. A manutenção desses locais deixa muito a desejar, criando verdadeiras armadilhas para os moradores e deixando a cidade mais feia, com ares de abandono. Quem entra na cidade pela via de acesso, por exemplo, pode ver a rotatória da bandeira sem a referida, os coqueiros do trajeto parecem que estão morrendo, pois muitos estão sem folhas, visivelmente faltando cuidar de lagartas que comem as folhas. Uma triste visão inicial de uma cidade que era conhecida antigamente por sempre estar bonita e bem cuidada.
Praça Rio Branco: após 4 anos da reforma, irrigação quebrada 
deixa plantas secas.
PRAÇAS
A atual administração, em seu primeiro mandato, fez uma importante e necessária reforma na praça Rio Branco, que apesar de protestos por causa de várias árvores que foram arrancadas, acabou mudando o visual de forma a manter seus jardins melhor protegidos. Até a fonte, marco da praça, foi reformada e voltou a funcionar. Também um bonito parque infantil foi construído, melhorando para as crianças. A Comarca visitou o local esta semana e, infelizmente, apenas 4 anos após a reforma, constatou que muito desta praça está deteriorado. A fonte está desligada já faz tempo, o parque infantil está com vários brinquedos quebrados, sem manutenção, o piso de pedras portuguesas está em alguns locais completamente abandonado, e a iluminação da praça está com diversas lâmpadas apagadas, sendo que à frente da igreja matriz não existe iluminação, a não ser que a própria paróquia acenda os holofotes instalados na igreja.
Outras bonitas praças foram construídas pela atual administração, como a Gina Sevieri, no Residencial Baraldi, ou a praça Adolfo Arado, no bairro São Sebastião, e uma praça no distrito de Marcondésia. São exemplos para serem seguidos, mas que novamente constatamos que atualmente a manutenção é muito deficiente, e a segurança também se mostra da mesma forma, pois uma delas possui bancos e brinquedos instalados praticamente destruídos por vândalos.


Equipamento da Academia ao Ar Livre
quebrado no Jardim dos Passarinhos.
 Monte Azul Paulista tem inúmeras praças a serem mantidas, e assim visitamos também as antigas praças. As duas praças do Jardim Primavera seguem praticamente abandonadas, como acontece há pelo menos 20 anos, sendo que apenas o gramado é cortado nestes locais. O famoso Jardim dos Passarinhos (praça Capitão Domingos Cione) tem um funcionário que mantém a limpeza com a varrição do local, mas os bancos, a iluminação e o gramado estão mal cuidados. Um parque infantil e as duas academias ao ar livre estão em bom estado. A praça Beatriz Kohlman, no Residencial Arroyo, é muito mal cuidada há anos, sempre precisando que moradores peçam para algo ser feito, pois se depender da Prefeitura fica abandonada.
A praça Aurélio Coelho Blanco, no Jardim Itamarati, está bem cuidada, apesar de alguns bancos quebrados e de praticamente não existir paisagismo. A praça Siqueira Campos, onde ocorre a Feira do Produtor Rural e tem os “Food Trucks”, parece ser bem cuidada, com ótima iluminação, mas possui bancos quebrados por vândalos. As praças do bairro São Felipe estão conservadas mas, infelizmente, os bancos estão em sua maior parte também quebrados por vândalos. Outra bonita praça, no bairro São Sebastião, também está praticamente abandonada.
RECLAMAÇÕES
Nossos leitores reclamam muito das praças de esportes, especialmente do Centro de Lazer Centenário, do Ceapina e do São Francisco (parque Denise), que também fomos visitar e, realmente, se encontram abandonados. Nestes casos a Prefeitura informou que não há dinheiro para a manutenção ou reforma adequadas desses locais, mas que estão tentando resolver o mais rápido possível. No caso da praça de esportes do Ceapina há um grave problema relacionado à situação irregular da área, que a prefeitura não pode, assim, mexer enquanto não regularizar.

Centro Poliesportivo Cézar Luppi: após 3 anos de reinauguração está abandonado.

Outro equipamento da Academia ao Ar Livre
quebrado no Jardim dos Passarinhos.
PREFEITURA
A Comarca falou com a Prefeitura, que respondeu sobre a limpeza e manutenção dizendo que a Frente de Trabalho que está sendo contratada, com 20 pessoas por 6 meses, tem exatamente o sentido de arrumar esses problemas, que considera pontual. Após esse período farão uma análise do que ocorreu para ver a necessidade, ou não, de contratar em definitivo ou terceirizar o serviço.
Questionada sobre os pagamentos, representantes da Prefeitura disseram que todos os pagamentos aos fornecedores estão sendo regularizados.
Em relação ao vandalismo que ocorre nas praças, a Prefeitura alega que coloca a GCM (Guarda Civil Municipal) em prontidão, sempre vigiando os principais locais, mas que não possui meios de manter 24 horas por dia em todos os lugares. Por isso, pede que a população denuncie qualquer vandalismo para que as devidas providências sejam tomadas.
Quanto às praças de esportes a Prefeitura tenta obter verbas para reformas e adequações nos diversos locais, e no caso do Ceapina tenta regularizar a área.
Não conseguimos obter todas as respostas às questões abordadas, mas seguiremos nas próximas edições tentando ver como serão resolvidas.

Banheiro público
do Jardim dos Passarinhos: abandonado.

SUGESTÕES
Muitos moradores, indagados sobre a conservação das praças, perguntaram por que a Prefeitura não faz uma parceria com a iniciativa privada como, por exemplo, num local que é muito bem cuidado no anel viário, na rotatória com a vicinal Moacir Alves de Lima, por um empresário que possui comércio no local, deixando uma sensação de bem cuidado. A Prefeitura teria muito a lucrar com isso, segundo esses moradores.
Como percebemos, há soluções, basta que façam bem feito, pensando na cidade e em como isso pode ajudar no desenvolvimento e bem-estar da população, aumentando a autoestima e, assim, criando uma mentalidade mais otimista, aumentando o número de empreendedores e atraindo mais investimentos. (Da Redação)
Centro Poliesportivo abandonado.

Caixa da iluminação do Centro Poliesportivo: sumiu?
Banheiro do Centro Poliesportivo depredado.
Piscina do Parque Denise abandonada mais uma vez. Funcionou apenas na inauguração, no ano 2000.
Atual administração regularizou a área mas não reabriu o parque devido às despesas.

Piscina infantil do Parque Denise abandonada.

Guarita do Parque Denise: abandono total.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Memória Bancos

Antonio Borges de Queiroz e Julião Arroyo.

GENTE DA NOSSA TERRA (GNT) MEMÓRIA:
Monte Azul Paulista e o tempo das matrizes bancárias

Gente da Nossa Terra (GNT) destaca em “Memória” neste mês de abril as histórias de dois personagens ilustres de nossa sociedade, pessoas que buscaram o desenvolvimento e o crescimento de Monte Azul Paulista no início do século passado, fatos que alavancaram a economia da cidade e trouxeram progresso para o povo monte-azulense. Antônio Borges de Queiroz e Julião Arroyo fundaram as matrizes dos bancos que levam seus nomes e a partir de documentos e relatos de pessoas que fizeram parte desta história é que iremos mostrar um resumo de tudo como aconteceu.

QUEIROZ
Antônio Borges de Queiroz nasceu na Bahia e aqui, quando chegou, tinha 12 anos de idade, filho de Julio de Queiroz e Maria José Borges de Queiroz. Depois de formado casou-se com Diva Bruschini e tiveram seis filhos, todos homens: Carlos, Julio, José Augusto, Paulo, Álvaro e Fernando. Atendendo a conselhos de José Maria Whitaker, dirigente do Banco Comercial do Estado de São Paulo, do qual o patriarca Julio de Queiroz já era seu correspondente e amigo, foi constituída no dia 11 de fevereiro de 1922 a Casa Bancária Antônio de Queiroz, que sempre funcionou à rua São Pedro, onde funcionou até recentemente a Credicitrus. Em 1943 a Casa Bancária transformou-se em sociedade anônima, tornando-se um banco comercial com a denominação Banco Antônio de Queiroz S/A. O banco possuiu filiais primeiro em São Paulo e Santos, depois em cidades do interior paulista, funcionando até 1997, quando mudou de nome e proprietários.
Anúncio com as agências
do Banco Julião Arroyo.
Anúncio com as agências
do Banco Antonio de Queiroz
Sede do Banco Julião Arroyo na década de 1960 na praça Rio Branco.
ARROYO
Julião Arroyo nasceu em Monte Azul Paulista no dia 17 de junho de 1905, filho de Severiano Arroyo e Cypriana Lopes Arroyo. Casou-se com Otacília Patrício Arroyo em 10 de fevereiro de 1926 e tiveram cinco filhos: Wanda, José Oscar, Osvaldo Expedito, Clóvis Julião e Claudio Gilberto. Em 27 de maio de 1935 fundou uma sociedade em comandita por ações com a denominação social de Julião Arroyo & Cia, que passou no ano de 1944 a ser Banco Julião Arroyo S/A, funcionando até 1981, quando o próprio Julião Arroyo decidiu vender a patente ao Banco Fenícia, que aproximadamente três anos depois vendeu ao Bradesco. Naquela época, ele percebeu que as cartas patentes um dia poderiam não mais existir, seguindo o sistema bancário mundial, e preferiu que os filhos seguissem outros caminhos, especialmente na citricultura e pecuária. O banco possuiu em sua existência 12 filiais espalhadas pelo interior de São Paulo, com a matriz sempre funcionando em Monte Azul Paulista, à praça Rio Branco, onde hoje está instalada uma agência do Bradesco.

TRABALHARAM LÁ
Entre vários monte-azulenses que trabalharam nos Bancos Julião Arroyo e Antônio de Queiroz, e que estão vivendo ainda na cidade, escolhemos dois que pudessem falar a respeito do trabalho bancário naqueles tempos. Wilson Ramos Bicudo, hoje com 82 anos, se lembra bem dos ótimos momentos vividos no Banco Julião Arroyo. “Era uma outra época, muito trabalho, pois não tinha nada de computadores, era uma contabilidade feita na mão, e foi especial na minha vida profissional. Entrei em 1955 e fiquei 33 anos atuando na instituição bancária, depois mais dois meses no Banco Fenícia e seis meses no Bradesco. Comecei como contínuo, depois caixa. Naquela época trabalhávamos em dois períodos, pois o banco fechava para o almoço. Tinha 30 funcionários, e para mim foi gratificante trabalhar lá”, disse.
Sede do Banco Antonio de Queiroz na década de 1970, à rua São Pedro.

BANQUEIROZ
Admilson José Barato, o popular “Baratinha”, completou esta semana 65 anos de idade e entrou no Banco Antônio de Queiroz com 15 anos. “Entrei como office boy, fui auxiliar, depois chefe de serviços, gerente administrativo regional e gerente de operações. Saí do banco em 1º. de fevereiro de 2000. O banco havia sido vendido e passado a se chamar Crefisul em 1º. de janeiro de 1997, mas quebrou em março de 1999, quando já estava sob o controle do empresário Ricardo Mansur, que era também dono das lojas Mappin e Mesbla, que quebraram também na mesma época. Trabalhar no banco foi um período muito bom na minha vida, aprendi muito. Naquela época os balancetes eram feitos a mão, com as chamadas fitas copiativas, e hoje os ex-funcionários marcam pelas lembranças positivas vividas no banco. Naquele tempo todos éramos colegas de trabalho e aprendi muito, com muitos amigos que trabalharam no banco”, disse. Monte Azul Paulista manteve duas matrizes bancárias até 1981, e depois apenas o Banco Antônio de Queiroz seguiu com sua matriz na cidade até 1990, quando foi transferida para São Paulo, onde a família passou a viver. Os dados focados nesta matéria foram extraídos de um encarte de A Comarca do dia 26 de abril de 2015, quando o jornal completou 100 anos, e com o apoio de dados pesquisados por João Francisco Massoneto nos livros “A História de Monte Azul” e “Ruas de Nossa Terra”. (Alberto Aragão)


Atual edifício no local onde funcionou o Banco Julião Arroyo.

Atual edifício onde funcionou o Banco Antonio de Queiroz.

Balanços dos dois Bancos nas páginas do jornal A Comarca em edição de 1968.
Anúncio de comércio de Julião Arroyo antes de fundar o Banco.
Balanço mais antigo do Banco Antonio de Queiroz.

Admilson José Barato e Wilson Ramos Bicudo, ex-funcionários dos bancos.


terça-feira, 24 de abril de 2018

O atual PT


Não concordamos com tudo que alguém expresse em seus artigos publicados em jornais, revistas e internet, mas este texto se encaixa exatamente com tudo o que pensamos a respeito dos últimos acontecimentos políticos em nosso país. 
Vale a pena conferir:
(foi publicado no jornal Folha de S.Paulo, edição de 23 de abril de 2018)

O PT na lata de lixo da história
O partido apenas acrescentou à corrupção endêmica certos tons de populismo

O PT é uma praga mesmo. Ele quer fazer do Brasil um circo, já que perdeu a chance de fazer dele seu quintal para pobres coitados ansiosos por suas migalhas. Nascido das bases como o partido de esquerda que dominou o cenário ideológico pós-ditadura, provando que a inteligência americana estava certa quando suspeitava de um processo de hegemonia soviética ou cubana nos quadros intelectuais do país nos anos 1960 e 1970, comportou-se, uma vez no poder, como todo o resto canalha da política fisiológica brasileira.
Vale lembrar que a ditadura no Brasil foi a Guerra Fria no Brasil. Quando acabou a Guerra Fria, acabou a ditadura aqui. E, de lá pra cá, os EUA não têm nenhum grande interesse geopolítico no Brasil nem na América Latina como um todo (salvo imigração ilegal). Por isso, deixa ditadores como Chávez e Maduro torturarem suas populações, inclusive sob as bênçãos da diplomacia petista de então.
O PT apenas acrescentou à corrupção endêmica certo tons de populismo mesclado com a vergonha de ter um exército de intelectuais orgânicos acobertando a baixaria. Esses fiéis intelectuais, sem qualquer pudor, prestam um enorme desserviço ao país negando a óbvia relação entre as lideranças do partido e processos ilegítimos de tráfico de influência. Esse exército vergonhoso continua controlando as escolas em que seus filhos estudam, contando a história como querem, criando cursos ridículos do tipo “golpe de 2016”.
Qualquer um que conheça minimamente os “movimento revolucionários” do século 19 europeu, e que também conheça o pensamento do próprio Karl Marx (1818-1883), sabe que mentir, inventar fatos que não existem ou contá-los como bem entender fazia parte de qualquer cartilha revolucionária.
Acompanhei de fora do Brasil o “circo do Lula” montado pelo PT e por alguns sacerdotes religiosos orgânicos, na falsa missa. Esses sacerdotes orgânicos do PT envergonharam a população religiosa brasileira, fazendo Deus parecer um idiota. Estando fora do país, pude ver a vergonhosa cobertura que muitos veículos internacionais deram do circo do Lula, fazendo ele parecer um Messias traído por um país cheio de Judas.
Eis um dos piores papéis que jornalistas orgânicos fazem: mentem sobre um fato, difamando um país inteiro. Esculhambam as instituições como se fôssemos uma “república fascista das bananas”. Nossa mídia é muito superior àquela dita do “primeiro mundo”.
A intenção de fazer do Lula um Jesus, um Mandela, um Santo Padim Pade Ciço é evidente. Para isso, a falsa missa, com sacerdotes orgânicos rezando para um deus que pensa que somos todos nós cegos, surdos, estúpidos e incapazes de enxergar a palhaçada armada pelo PT foi instrumento essencial para o circo montado.
A própria afirmação de que Lula não seria mais um mero humano, mas uma ideia, é prova do delírio de uma seita desesperada. Um desinformado pensaria estar diante de um Concílio de Niceia (325) perdido no ABC paulista. Se nesses concílios tentava-se decidir a natureza divina e humana de Jesus, cá no ABC tentava-se criar a natureza divina de Lula. Lula, humano e divino, o redentor. Essa tentativa, sim, é típica de uma república das bananas.
Penso que em 2018 o país tem a chance de mostrar de uma vez por todas que não vai compactuar com políticos que querem fazer do Brasil um circo para suas “igrejas”. A praga em que se constituiu o PT pode ser jogada na lata de lixo da história neste ano.
Ninguém aqui é ingênuo de pensar que apenas o PT praticou formas distintas e caras de tráfico de influência. Todas elas são danosas e devem ser recusadas em bloco nas eleições deste ano. Mas há um detalhe muito importante no que se refere ao PT como um tipo específico de agente único de tráfico de influência sistemático no Brasil. Você não sabe qual é? Vou te dizer.
O PT é o único partido que é objeto de investigação por corrupção a contar com um exército de intelectuais, artistas, professores, diretores de audiovisual, jornalistas, sacerdotes religiosos, instituições internacionais, apoiando-o na sua cruzada de continuar nos fazendo escravos de seus esquemas de corrupção. Esse exército nega frontalmente a corrupção praticada pelo PT e destruirá toda forma de resistência a ele caso venha, de novo, a tomar o poder.
No ano de 2018 o país pode, de uma vez por todas, lançar o PT à lata de lixo da história e amadurecer politicamente, à esquerda e à direita.
Luiz Felipe Pondé
Pernambucano, é escritor, filósofo e ensaísta. Doutor em filosofia pela USP, é professor da PUC e da Faap.

segunda-feira, 12 de março de 2018

Gente da Nossa Terra


VICENTINOS 
– Uma Saga do Voluntariado Monte-Azulense

O jornal A Comarca, com os seus 103 anos de fundação, inicia neste mês matérias específicas de Gente da Nossa Terra (GNT) que marcam a História de nossa sociedade, recordando fatos que irão ilustrar a memória de nosso município e seus habitantes. Publicaremos uma vez por mês o GNT “Memória”, para lembrarmos de nossa História e daqueles que aqui deixaram marcas inesquecíveis. Na estreia focamos a atuação dos Vicentinos de Monte Azul Paulista, movimento católico de leigos que se dedicam sob o influxo da justiça e da caridade à realização de iniciativas destinadas a aliviar o sofrimento do próximo, em particular dos social e economicamente mais desfavorecidos, mediante o trabalho coordenado de seus membros. Para obter as informações e fotos que ilustram esta matéria usamos o arquivo do Asilo São Vicente de Paulo, com a ajuda de sua presidente, Geny Geromini, e de terceiros, como o historiador João Francisco Massoneto, que parabenizou a iniciativa do jornal.
INÍCIO
Em 5 de abril de 1924 nascia a Conferência de São José, que posteriormente foi a responsável pela formação da Conferência de São Vicente de Paulo, ou Conferências Vicentinas. A fundação da Associação São Vicente de Paulo foi em 5 de abril de 1934, quando estavam presentes no dia da fundação o padre José Cyriaco de Brito e os monte-azulenses Francisco Origuella Perez, Miguel Ângelo Peluso, João Veiga, Antonio Alves Ribeiro, João Bolzan, Francisco Sperandio e Baptista Morano, que formaram a primeira diretoria.
DÉCADA DE 40
Batalhou muito para a concretização da construção do Asilo São Vicente de Paulo, além de outras pessoas, Lázaro Rosa de Moraes. Na década de 40, nos jornais locais, fala-se muito em doações de Antônio Borges de Queiroz e família para a ampliação do Asilo São Vicente de Paulo.
A AJUDA
Os encontros da Conferência Vicentina eram constantes e a cada reunião surgia uma ideia para poder fazer o bem para os monte-azulenses. Nos encontros acabou surgindo a iniciativa das cestas de Natal, o que posteriormente virou tradição entre os Vicentinos. Outras ações foram feitas pelos Vicentinos na cidade, como participação na Festa do Padroeiro Senhor Bom Jesus, a tradicional festa do Padroeiro São Vicente de Paulo, que era realizada em abril, data de sua fundação, campanhas beneficentes, entre outras ações.
AGRADECIMENTOS
Foram muitos os participantes da Conferência Vicentina em Monte Azul Paulista e aqui retratamos os nomes de alguns que ajudaram a manter este marco em prol dos menos favorecidos. Aurélio Coelho Blanco, Eliseu Guariente, Hernani de Almeida, Nelson Cornetta, Otamir Nascimento, Eurides Ramos (Dide, cujos filhos construíram a capela de Nossa Senhora Aparecida, dentro das dependências do Asilo), Antonio Silva, João de Biasi, Diomedes Pizarro, Jordão Lui, João Fumeiro, João Marques, Wilson Bicudo, Jorge Marques, Firmino Geromini, Luciano Bortolan, João Azém, Roberto Camozzi, Celestino Xavier, Osvaldo Proti (Pirangi), Mario Camozzi, Cesar Luppi, Washington Luís de Souza, Adelino Guidugli, Elias Daruiz, José Bugatti, Gabriel Soares e Orlando Guerra, entre outros. Os nomes citados representam todos os Vicentinos que contribuíram para o cumprimento de suas metas. Atualmente a Conferência Vicentina não atua mais no município, não terminou, mas deixou de realizar suas ações pela perda de muitos voluntários. A atual direção do Asilo São Vicente de Paulo tem como presidente Geny Furgulio Geromini, vice-presidente Edmeia Guimarães Nascimento, tesoureira Nilce Pansonato e secretária Zulmira Oliveira Cesarino.


Inauguração do Asilo (como Dispensário) na década de 1940.






Atual Asilo São Vicente de Paulo, com a capela de Nossa Senhora Aparecida ao fundo.
Página do jornal A Comarca com a homenagem aos Vicentinos de Monte Azul Paulista.